domingo, 31 de outubro de 2010

Mediações tecnosociais e mudanças culturais na Sociedade da Informação

Por: Marco Antônio de Almeida

Resumo

O texto discute as interações entre seres humanos e aparatos tecnológicos e as mudanças socioculturais decorrentes desses processos. Parte do conceito de ciborgue desenvolvido por Donna Haraway, mostrando suas convergências e diferenças em relação a outras formas de pensar a conexão tecnologia-cultura. Posteriormente, acompanha o desdobramento histórico das mudanças sociais, culturais e cognitivas proporcionadas pelas tecnologias de comunicação e informação (TICs). Em seguida, reflete acerca das formas de sociabilidade em curso na atual sociedade da informação mediadas pelos aparatos tecnológicos. Finalmente, tece algumas considerações em torno da relação entre inclusão digital e inclusão social nesse contexto.

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Resumo

Este ensaio tem por objetivo perceber como a sociabilidade em tribos virtuais se constrói a partir da diversidade cognitiva dos atores sociais presente nas interações
online, observando a prática discursiva que se estabelece a partir da inter-relação entre os conceitos de ethos, logos e pathos (MAINGUENEAU, 2005) que dá forma as subjetividades dos atores sociais envolvidos no processo de comunicação. Para tal, será
observada a interação entre os membros do site Tornadeiros, de modo a identificar tais
práticas como nodos de uma rede complexa que é tecida por meio da sociação (SIMMEL, 2006) entre indivíduos que partilham de um mesmo afeto.

ARTIGO COMPLETO

A produção morfológica do ciberespaço e a apropriação dos fluxosinformacionais no Brasil

Por: Hindenburgo Francisco Pires

A temática desse trabalho representa um novo campo de estudo e pesquisa na área de Geografia e faz parte da linha de pesquisa: ¿Ciberespaço e Sociedade da Informação¿, no curso de Pós-graduação em Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro ¿ UERJ. Os objetivos deste trabalho são: em primeiro lugar, evidenciar historicamente como foram empreendidas as políticas públicas de produção, planejamento morfológico e de gestão do ciberespaço no Brasil; em segundo lugar, analisar a atuação e a interferência dos atores urbanos que empreendem um conjunto de atividades econômicas e sociais, que influenciam e interferem na produção e na apropriação dos fluxos informacionais, no desenvolvimento tecnológico local e no aperfeiçoamento de formas de gestão específicas da era da informação, como é o caso da governança eletrônica. Através dessa análise pode-se enunciar que: um novo sistema de estratégias, promovido por esses atores, está emergindo, impulsionado pela expansão da rede mundial de computadores; este sistema consolida um processo que interfere e altera as novas formas de composição do capital dos lugares, cidades e regiões, que possuem fluxos e conexões em rede. Esta composição está permitindo, no ciberespaço, a formação de espaços de comando e de administração dos fluxos de informação, que facilitam e propiciam o crescimento do capital informacional. o risco da expansão desse sistema de estratégias é a ênfase em políticas públicas que promovem a morfologia econômica do ciberespaço em detrimento de ações sociais que privilegiem uma morfologia social do ciberspaço, através de políticas de ¿inclusão digital¿. Este trabalho evidenciará também como esses atores (Estado, empreendedores privados, instituições de fomento e universitárias e organizações da sociedade civil ¿ ONGs) promovem essa transformação morfológica das estruturas territoriais em estruturas virtuais de acumulação. Através dessa análise pode-se apreender que a expansão da rede mundial de computadores é um processo que interfere e altera as novas formas de composição do capital dos lugares, cidades e regiões, que possuem fluxos e conexões em rede. Esta composição está permitindo, no ciberespaço, a formação de espaços de comando e de administração dos fluxos de informação.



Texto na íntegra

O principe eletrônico

Por: OCTAVIO IANNI

Resumen

CON BASE EN LAS CARACTERÍSTICAS Y ATRIBUTOS QUE CONFIGURARA EL ESTADISTA FLORENTINO MAQUIAVELO, EN SU OBRA EL PRÍNCIPE, Y QUE EN EL SIGLO XX GRAMSCI RETOMARA PARA ELABORAR EL MODERNO PRÍNCIPE, EL AUTOR ELABORA LA NOCIÓN DE EL PRÍNCIPE ELECTRÓNICO, CONSISTENTE EN UNA FIGURA POLÍTICA NUEVA Y DIFERENTE DE TODAS AQUELLAS QUE HUBIESEN EXISTIDO, QUE SE ERIGE Y ALIMENTA EN RAZÓN DE LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN. AL DECIR DEL AUTOR, EL PRÍNCIPE ELECTRÓNICO PUEDE SER VISTO COMO ”EL INTELECTUAL ORGÁNICO DE LOS GRUPOS, CLASES O BLOQUES DE PODER DOMINANTES, EN ESCALA NACIONAL O MUNDIAL”. DE ESTA MANERA, SI SE CONSIDERA LA DEMOCRACIA ELECTRÓNICA Y LA MOVILIZACIÓN DEL MERCADO, EL ”POLÍTICO” APARECE COMO UN PRODUCTO EVALUADO CON CRITERIOS MAS PRÓXIMOS A LOS DEL MUNDO DEL CONSUMO. NO PUEDE DEJAR DE INDICARSE QUE EL PRÍNCIPE ELECTRÓNICO TAMBIÉN PRESENTA RASGOS COMUNES AL HOMO VIDENS DE GIOVANNI SARTORI.

Abstract

BASED ON THE CHARACTERISTICS AND ATTRIBUTES SET DOWN BY THE FLORENTINE STATESMAN MACHIAVELLO IN HIS WORK THE PRINCE, AND DEALT WITH AGAIN IN THE TWENTIETH CENTURY BY GRAMSCI IN PREPARING THE MODERN PRINCE, THE AUTHOR PUTS FORWARD THE NOTION OF THE ELECTRONIC PRINCE, CONSISTING OF A POLITICAL FIGURE WHICH IS NEW AND DIFFERENT FROM ALL PREVIOUS FIGURES, AND WHICH ORIGINATES FROM AND NOURISHES ITSELF THROUGH THE COMMUNICATION MEDIA. IN THE AUTHOR´S WORDS, THE ELECTRONIC PRINCE CAN BE SEEN AS ”THE ORGANIC INTELLECTUAL OF DOMINATING GROUPS, CLASSES OR POWER BLOCKS ON A NATIONAL OR WORLDWIDE SCALE”. THUS, IF ONE CONSIDERS ELECTRONIC DEMOCRACY AND MARKETING MOBILIZATION, THE ”POLITICIAN” TAKES SHAPE AS AN EVALUATED PRODUCT WITH CRITERIA

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Jovens podem ter que mudar nome para apagar passado na web

Os jovens de hoje podem ser obrigados no futuro a mudar seus nomes para se livrar dos rastros de suas atividades online passadas, advertiu o presidente da Google, Eric Schmidt, em uma entrevista a um jornal americano. Schmidt afirmou ao diário The Wall Street Journal que teme que os jovens não entendam as consequências de ter tanta informação pessoal sobre eles disponível na internet.

"Eu não acho que a sociedade entenda o que acontece quando tudo é disponibilizado, reconhecido e registrado por todos o tempo todo (...) Eu quero dizer que nós realmente temos que pensar sobre essas coisas como uma sociedade", disse ele.

Segundo o jornal, "ele (Schmidt) prevê, aparentemente sério, que todas as pessoas jovens um dia terão direito automaticamente a mudar de nome ao chegar à vida adulta para deixar para trás as travessuras da juventude guardadas nos sites de mídia social de seus amigos".

"Não estou nem falando sobre as coisas realmente terríveis como terrorismo e acesso a coisas ruins", disse Schmidt.

Apesar disso, ele admitiu que a Google guarda cada vez mais informações pessoais sobre seus usuários para ajudar em seus serviços. Segundo ele, no momento a empresa sabe "razoavelmente quem você é, razoavelmente o que você gosta e razoavelmente quem são seus amigos".

A Google, responsável pelo site de relacionamento social Orkut, recentemente vem buscando aumentar sua presença no setor, com a aquisição da Slide e da Jambool, duas empresas especializadas em prover serviços para redes sociais.

A Slide é uma empresa de jogos online, enquanto a Jambool fornece moedas virtuais e sistemas de pagamento. A Google também teria investido recentemente em outra empresa de jogos para redes sociais chamada Zynga.

Muitos acreditam que as aquisições são um sinal de que o gigante das buscas online está prestes a lançar outra rede de relacionamentos sociais. Alguns comentaristas de tecnologia já até aventaram um possível nome para o serviço: Google.me.

Em fevereiro, a empresa se envolveu em uma polêmica ao lançar o serviço de rede social chamado Google Buzz, ligado às contas de e-mail Gmail. O serviço foi criticado por ser ativado sem pedir o consentimento dos usuários, tornando visíveis ao público todos os contatos das pessoas.

Apesar do tom alarmista da entrevista de Schmidt, alguns especialistas em tecnologia consideram sua avaliação "exagerada". "A ideia de que tudo está registrado online não é verdade", disse à BBC a consultora de mídia social Suw Charman-Anderson.

"Deve levar bastante tempo até que isso se torne verdade, por causa da enormidade da internet." Arquivos como o Google Cache, que guardam versões antigas de sites, são seletivos, lembra ela.

"O Google Cache é um instantâneo tirado periodicamente de parte da internet. No momento, é algo incerto", diz. Algumas companhias já apareceram oferecendo serviços de "limpeza" de perfis na internet, mas Charman-Anderson argumenta que é necessária uma mudança de atitude em relação ao conteúdo pessoal na internet.

"Sempre há uma diferença de tempo entre a introdução de novas tecnologias e o desenvolvimento de uma série de normas sociais em torno do comportamento que essa tecnologia fomenta", diz ela.


Fonte: terra

Mesmo inseguras, jovens se encontrariam com amigo virtual

Por: Thais Sabino



Um levantamento realizado pela CPP Brasil (Parceria para a Proteção da Criança e do Adolescente) com a ONG Plan Brasil aponta que cerca de 80% das adolescentes brasileiras não se sentem seguras na internet. Apesar disso, o estudo apurou que 50% delas gostariam de se encontrar pessoalmente com alguém que tenham conhecido na internet.

O estudo faz parte da publicação "Fronteiras Digitais e Urbanas: Meninas em um ambiente em transformação", que mostra como as tecnologias de comunicação e informação têm potencializado o desenvolvimento de meninas e aponta os riscos enfrentados por elas no mundo digital.

A pesquisa mostrou que o uso das tecnologias da informação e comunicação está aumentando rapidamente entre os jovens. Entre 2005 e 2008 houve o maior aumento percentual de todos os setores da população, de 33,7% para 62,9%. Na internet, houve aumento de 75,3% no número de pessoas maiores de dez anos que se conectaram à rede nos últimos cinco anos. Mais pessoas passaram a ter celular, 54,9% a mais do que em 2005. Mais de 80% das meninas entrevistadas possuia telefone celular.

"As meninas ainda são aquelas que são menos privilegiadas, em questão de segurança, em relação aos meninos", afirmou o superintendente da Plan no Brasil, Moacir Bittencourt.

A adolescente A.L.B., 13 anos, passou por um problema de tentativa de abuso sexual. Ela contou que o namorado de sua prima já havia tentado tirar sua roupa quando ela visitava a prima. Porém, após a separação ele ligou para a adolescente, se passou por um amigo e marcou um encontro. "Quando cheguei lá, ele começou a abusar de mim, tirou a minha roupa e não me soltava", contou. A menina tentou informar a família, que "não acreditou na história", segundo ela.

A pesquisa aponta também que apenas um terço das meninas sabe como denunciar uma situação de perigo. Quase metade das meninas afirmou que os pais sabem que elas estão online. Porém, para a psicóloga e pesquisadora Silvia Losacco, "os pais precisam aprender a fazer a proteção, como fazer, porque mesmo que trabalhem com internet não sabem como lidar com os filhos que ficam sujeitos a isso". Ela sugere a troca de informações, em vez da repressão.

O método utilizado pelos pais de T.V., 13 anos, funcionam. "Eles trabalham com computador e instalaram um programa que grava todas as minhas conversas no MSN", disse a adolescente. Segundo ela, a mãe costuma ler as mensagens trocadas no comunicador e repreender quando discorda de algo.

Diante de qualquer sinal de abuso sexual pela internet, Bittencourt explica que a vítima pode denunciar pelo site da Polícia Federal ou pelo telefone pelo disque 100.

O problema, porém, não está concentrado no Brasil e acontece no mundo todo. De acordo com o consultor do IICDR, Michael Montgomery, "é um problema mundial e existe um silêncio em todos os países sobre este assunto".

Foram entrevistadas 400 adolescentes de diversos Estados através de uma pesquisa online e de grupos focais de discussão que contaram com a participação de 40 meninas de escolas públicas e privadas de São Paulo e Santo André. As entrevistadas afirmaram passar de uma a sete horas por dia conectadas.

Fonte: Terra

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Curso gratuito para professores de matemática

Estão abertas as inscrições para o curso “Materiais Virtuais Interativos para o Ensino da Matemática na Educação Básica”. O curso é destinado a professores de matemática da rede pública. O curso tem fluxo contínuo de entrada, mas com conclusão em junho ou novembro de cada ano. O Curso é “gratuito” e na modalidade EAD em ambiente virtual. O certificado será fornecido pela UNIJUI - Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Para maiores informações acesse o endereço abaixo:

http://www.projetos.unijui.edu.br/matematica/oferta4.html


Tânia Michel Pereira
Coordenadora do curso